A literatura é um campo inesgotável não só quanto aos focos dos assuntos, quanto ao número de publicações. Livros, cuja tiragem é definida pelos compradores, alcançam dezenas de milhares de exemplares.
Isso tudo, sem falar na eternidade dos ensinamentos, como os contidos neste texto hipotético, pois é uma Autobiografia Escrita pelo Dinheiro.
Vejamos: “Nasci em um país da Ásia Menor, por iniciativa de Creso, o último Rei da Lídia (atual Turquia) que teve a ideia de transformar-me em moeda. Sofri várias metamorfoses com o passar dos anos. Fui cunhado em ouro, prata, cobre, bronze e níquel. Cada país cuidou de dedicar maior atenção e requinte à minha confecção. Fui entregue a gravadores peritos em sua arte.
No Brasil, comecei a ser cunhado na Casa da Moeda da Bahia, já nos tempos coloniais. Um dia, seguindo minha evolução, virei papel-moeda. Embora a evolução dos tempos tenha levado à substituição do ouro e da prata por metais menos raros ou suas ligas, preservou-se, com o passar dos séculos, a associação dos atributos de beleza e expressão cultural ao valor monetário das moedas que, na atualidade, quase sempre apresentam figuras representativas da história, da cultura, das riquezas e do poder das sociedades.
A necessidade de guardar as moedas em segurança deu surgimento aos bancos. Ajudei, durante todos esses séculos, o desenvolvimento social e econômico do homem. Construí muita coisa. Destruí muita gente. Provoquei ambições, criei guerras, escravizei os homens.
Mas, juro, não era este o meu objetivo. Se pudesse escolher o meu destino, gostaria de estar nas mãos dos justos, dos bondosos, daqueles que me utilizassem para o bem e para o verdadeiro progresso do ser humano. Porque para isso fui criado.
Gostaria que as pessoas refletissem que sou uma lasca de metal; um simples pedaço de papel. Que elas sim, é que valem muito. Porque, no fundo, o que eu compro dura pouco, e daqui ninguém vai me levar.
Complementando esta última assertiva, este que vos escreve lembra o multimilionário que exigiu ser enterrado com as mãos abertas, para fora do caixão. Indagado porque isso, explicou: “Para demonstrar que dessa vida nada se leva”.
Gostou?! Compartilha e ajuda a divulgar a gente!! 😀
Gostei do artigo. Sou muito ligado na História e vc provocou minha mente. Parabéns
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Grande José!
Sempre louvável suas crônicas, mais uma para meu arquivo virtual do jartut.
Sucesso
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Grande amigo Lúcio, sendo aposentado eu tenho que preencher o tempo… E adoro escrever. Obrigado,
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Gostei muito Zé amigo!!
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Valeu o incentivo, Andreotti. Vamos papear pessoalmente?
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Grande Andreotti, obrigado pela opinião positiva, Abs
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JArtur
Muito bom texto
Parabéns
Abs
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Feliz com tua opinião. Valeu. Abraço
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De. José Artur
Ínclito amigo.
Excelente conteúdo. Peço que não retarde a publicação da próxima escrita.
Cordialmente.
Wilson.
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Excelente! Uma verdadeira aula de história, que explica com precisão e poesia como o dinheiro pode transformar a essência humana. Essa dicotomia – o dinheiro para resolver problemas e o mesmo, para causá-los – é resultado da inabilidade em lidar com ele. Não é à toa que também é chamado de “vil metal”…
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