REGATA OCEÂNICA BANORTE / 92

Cutucando, mais uma vez os meus alfarrábios, encontrei um exemplar do EBS JornalEdição Extra – novembro/1992, que era um noticioso das Empresas Baptista da Silva (EBS), quando elas estavam no auge das suas caminhadas pelos mercados nacionais e internacionais, sendo o jornal editado sob a regência do Jornalista Isaltino Bezerra e Silva, com uma equipe da melhor qualidade. Ao final, tivemos o encerramento das empresas lideradas pelo BANCO NACIONAL DO NORTE S.A. que depois intitulou-se BANCO BANORTE S.A. Tudo isto, com imensos sentimentos de perdas que atingiram os seus dedicados funcionários e os líderes bancários. Apesar dos pesares, decidi publicar aqui no BLOG alguns registros encontrados no supracitado jornal sobre uma das maiores “aventuras náuticas” do nosso Nordeste, quiçá do Brasil => Regata Oceânica Recife Fernando de Noronha. E tudo começou com um convite do amigo Hans Hutzler, à época Vice-Presidente da Federação Pernambucana de Vela e Motor que salientou algumas características inéditas da regata, tais como ser a única no Brasil onde os velejadores, durante a travessia das 300 milhas náuticas do Recife à Ilha de Fernando de Noronha, perdiam contato visual com quaisquer referências terrestres, ou seja, ficavam sem “Terra à Vista”. Porém, veio-nos à mente a questão central: Quem já estava disposto a patrocinar essa aventura? Ninguém, nos afiançou Hans Hutzler. E, entre a filosofia do “se não tem, é porque não presta” e a possibilidade de estarmos descobrindo uma sacada de marketing valiosa, aprofundamos a discursão sobre a montagem de um projeto de alto nível, para leva-lo à administração do Banorte e à já citada Federação. Ao submetermos à nossa administração, recebemos a recomendação de levarmos a ideia às Empresas Baptista da Silva (EBS) para que todas as análises fossem feitas e a aprovação devidamente embasada. Após cuidadosas análises de várias áreas da administração superior do Banorte, recebemos o OK e a liberação de uma verba mais que suficiente. Havendo troco, eu devolveria, claro. Porém, é importante destacar que além das notícias veiculadas em vários jornais locais e nacionais, o que se traduz como Marketing Espontâneo, ainda conseguimos alterar o nome oficial da competição para REGATA OCEÂNICA BANORTE, e criarmos um emblema em forma de uma circunferência, onde se lia na parte superior REGATA BANORTE e na parte inferior RECIFE NORONHA. Ao centro, 2 golfinhos pulavam para fora do mar. Como registrado no EBS JORNAL, o veleiro carioca Suzy Dear, capitaneado por José Roberto Braile, foi o grande campeão da Regata, disputada entre os dias 26 e 29 de setembro/92. Com uma equipe de 10 velejadores, a maior parte com experiência em competições internacionais, este veleiro fez o percurso entre as praias de Boa Viagem e a do Boldró, em Fernando de Noronha, em apenas 34 horas e 34 minutos, estabelecendo um novo recorde para o percurso das 300 milhas náuticas.

Finalizo esta postagem prometendo dar continuidade a esse assunto focando 2023, destacando que a EMPETUR incorporou a Regata Oceânica Banorte no seu Calendário Turístico.    ///   Aé a próxima postagem, com um cheiro no coração de todos.


2 comentários sobre “REGATA OCEÂNICA BANORTE / 92

  1. Texto maravilhoso. Como já lhe disse, você(na minha opinião) foi um, se não o principal, responsável pela criação desta regata. Quando me disse, hápoucos dias, que “se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão” e eu restruquei com um “Será?”, estava me lembrando de pessoas como você, como EU e como milhares, milhões de pessoas deste País que ainda são HONESTAS.Lembro do deputado safado (deveria até citar o nome, se tivesse provas) que quis roubar seu projeto de marketing nas caixas do correio, lembra? Você foi levado até Brasília para se sondado pela corrupção, lembra, né? Infelizmente, Zé, ainda existem pessoas boas, honestas, bem informadas, que foram doutrinadas e votaram num ladrão condenado que já tanto mal fez ao Brasil. Infelizmente, muito infelizmente. Mas, “se gritar pega ladrão, muitos ficarão, meu irmão”. Você e EU, tenho certeza, não somos nem nunca fomaos ladrão. Mas………………..

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    1. Muitíssimo grato pela resposta. E teremos sempre que enfrentar as tentativas de corrupção. Lembras do telefonema que recebi da executiva da TRANSPETRO indagando se eu queria mesmo devolver a “sobra” do valor liberado por eles? Vamos em frente… Abraço e grato pelas curtições ao meu/nosso Blog….

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