ATRAVESSANDO O MURO (3)

Para encerrar essa pincelada pela Europa do Leste, peço-lhes paciência para tocar muito de leve na imensidão cultural das cidades polonesas, as que mais dificuldades parecem ter em sacudir a fuligem da insensatez nazista.

Se Varsóvia, a bela capital polonesa, nos premiou com Frederic Chopin, também escancara as cruéis marcas do Gueto. Os totens desses lugares nefastos são destacados nas dissertações dos guias, para externar a repulsa dos povos de todo o Leste.

Arrasada durante a 2ª Guerra Mundial, Varsóvia reconstruiu, com primor, o seu charmoso centro histórico. Nela, porém, destaca-se o mais alto edifício da Polônia; construído para mostrar a superioridade comunista. Por capricho do destino, hoje é o Palácio da Ciência e da Cultura.

Para muitos, Cracóvia é o segundo mais belo recanto da Polônia, pois preservada pelos alemães que ali fincaram seu quartel general, mantém intacta a sua arquitetura medieval e é a Cidade do Papa João Paulo II, sendo assim o Centro Regional do Cristianismo.

Isto até parece uma compensação aos horrores ocorridos no maior campo de concentração instalado em seus arredores, o Auschwitz-Birkenau, onde, por cima do portão de entrada e de uma forma extremamente contraditória à realidade da época, vê-se o slogan: “ARBEIT MACHT FREI”, ou seja:

O TRABALHO LIBERTA

Esses contrastes são agressivos, principalmente para nós brasileiros que, em se tratando de conflitos bélicos, só conhecemos a Guerra das Espadas no São João, em Cruz das Almas (BA).

E, por tudo isto e muito mais, é grande a tentação de ficar lá no Leste Europeu, não fora o sol nordestino e o calor humano que temos por aqui.

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4 comentários sobre “ATRAVESSANDO O MURO (3)

  1. Meu amigo, tentei postar um comentário mas não entendi o que pedia a plataforma. Li seu post e gostei muito. Uma beleza. Continue nessa pisada. Acho que tem um bom público para essa temática. Parabéns.

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  2. Mais um texto bastante interessante. Tive a felicidade de visitar Varsóvia, com o enorme prédio ainda do Partido Comunista, hoje Palácio das Ciências e o Parque com uma linda estátua em homenagem à chopin. De Cracóvia, lembro da Catedral, com uma estátua do papa polônes João Paulo II e das minas de sal. As minas, conhecidas como “a catedral subterrânea de sal da Polônia”, contam com uma profundidade de 327 metros, onde se chaga através de uma escada comcentenas de degraus, com galerias, ao longo das quais há câmaras e capelas com belas figuras, todas esculpidas em sal. Não sou clastrofóbico, mas confesso que não sabia, no momento, que estava tão debaixo do solo. A subida, claro, é de elevador, senão ainda estaria lá. Paravéns, Zé, me fez relembrar o que já estava esqucido.

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