Estimados leitores do meu Blog, encontrei este texto nos meus alfarrábios e, como achei muito interessante, estou transcrevendo para curtição de vocês. A coisa é o seguinte: Nos tempos idos, Recife tinha cinemas luxuosos, a exemplo do São Luiz e Moderno, que só permitiam entrar quem estivesse de paletó e gravata, até aos domingos. Quando garoto, saí muitas vezes de Olinda de calças curtas e paletó para curtir a 7º arte. Lá dentro, quase sempre tinha um engraçadinho gritando para espantar o Condor, ou miando fino para o leão da Metro, pondo em dúvida a masculinidade do Rei dos animais. Nos tempos modernos, muitas das grandes e majestosas salas de cinema sumiram, dando lugar a estacionamentos e supermercados. Coisas do capitalismo desenfreado. Antigamente, os filmes tinham conteúdos históricos e agregavam saber a quem os assistia, como por exemplo: Charles Chaplin em O Garoto (1921) e Luzes da Cidade (1931).

Quem não lembra de “E o vento levou” (1939), vencedor de 10 Óscares? E ainda me surgiram outras lembranças, a exemplo dos Ditados Populares, cuja lista se perde no infinito. Eis alguns poucos:
A inveja é a confirmação da incompetência; Ao apontar um dedo, não esqueça que tem três apontando para você; Conselho e rapé, só se dá a quem pede; O que se leva desta vida, é a vida que se leva. Destaco, agora, algumas manchetes que marcaram época no Brasil: 04/12/1937: Extinctos todos os partidos políticos do Paíz. (Velha ortografia). 31/08/1942 – Brasil declara guerra ao Eixo (Alemanha, Itália e Japão). 6/10/1942 – Instituído o Cruzeiro, como unidade monetária nacional. 06/07/1974 – Brasil fica em quarto na copa da Alemanha; 16/10/1975 – João do Pulo, bate o recorde do salto triplo. Aqui deixo uma mensagem de pura inteligência de Mário Lago, poeta, compositor, radialista e ator: O tempo não compra passagem de volta. Tenho lembranças e não saudades. Finalizo confessando que esta ideia do Blog foi deveras oportuna pois, além de ocupar meu tempo ocioso de aposentado, me leva a aplaudir o Mestre Mario Lago quando afirma que tem lembranças e não saudades… “Intonse”, vamos pra frente que atrás vem gente…. Abraço a todos
Mais um ótimo texto. Mário Lago foi o autor da música Amélia,muito tocada nos passados. Eu tenho lembranças e saudades…..hehehe
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A primeira coisa que pedi ao meu pai, qdo completei 14 anos, foi mandar fazer um terno para ir aos cinemas do centro do Recife e assistir filme impróprio até 14 anos. Bons velhos tempos!
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Isso aí, meu amigo. Nossa infância foi cheia de coisas boas… Num quero nem falar nos banhos de mar à fantasia, em Bairro Novo, quando voltávamos das bailes e nos jogávamos no mar, com a roupa do corpo… Abração…… E FICO NO AGUARDO DO SEU CHAMADO para papear sobre BLOG… José Artur Paes Vieira de Melo +55 81 9.91884054
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Adorei o texto, Zé! Principalmente por lembrar as coisas de antigamente. Já estou na expectativa por mais coisas de antigamente.
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Valeu Rico… Vamos continuar com outros focos interessantes… Abração, José Artur Paes Vieira de Melo +55 81 9.91884054
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