Continuando com o percurso corporal – iniciado no LATA VELHA (1) –encontramos mais abaixo as gengivas que se encolhem para esconder as curvas das 2 dentaduras que dominam todo o globo, desde o céu da boca até a bacia interna do queixo, com a língua saltitante por todo o espaço. Assim, os sorrisos artificiais dos velhos são simpatias à toda prova. E, envolvendo o queixo desde a base do nariz, vem uma Cabeleira do Zezé, chamada Barba Branca, a qual se eu não quiser imitar Papai Noel, tenho que cortá-la, dia sim dia não, com todo o cuidado para não talhar o rosto, coisa que nem sempre consigo.
Seguindo, fiz uma pesquisa medicinal pelo Google e dei de cara com o esófago, definido como um tubo oco que conecta a garganta (faringe) ao estômago, cuja principal função é transformar o bolo alimentar em “quino” (massa pastosa de caráter ácido) e iniciar a digestão das proteínas, via produção do Suco Gástrico, absorvendo pequenas quantidades de água e substâncias dissolvidas nela.
Descendo até os peitos, ou melhor, mamilos, como os chama meu neto João Paes Cesário, lá vem um tal de Coração que ora é palpitante por uma causa boa, ora é um anúncio de ameaças de enfarto do miocárdio, ou de tratamentos agonizantes. Cateterismo é a palavra de ordem, para desentupir tudo. Escorregando dos mamilos, passamos pelo já falado estômago que se estende até uma área íntima que tem dezenas de utilidades, mas que citarei aqui apenas duas: A urinária e a reprodutora. Nas laterais dessa área descem 2 estruturas musculares que não só elevam e suportam todo o corpo, como permitem o deslocamento deste, a passos largos. As pernas, claro.
Espero que os meus leitores concordem que é impossível finalizar esse passeio pelo corpo humano, sem rápidos comentários sobre a “Bunda”.
Seguinte: na África, há séculos, existem tribos que partilham algumas características bem peculiares, entre elas a esteatopigia, ou seja, a hipertrofia das nádegas, ocasionada pelo acúmulo natural de gordura na região.

São as tribos dos Bosquímanos e Khoisan. O fenômeno ocorre em ambos os sexos, mas é mais visível em mulheres. (Wikipédia).
Capturados pelos portugueses, foram trazidos como escravos / escravas para este nosso Brasil. E aqui chegando eram apontados pelos degredados portugueses: => Olha que Bundo desengonçado. => Olha que Bunda bonita.
Por fim, deixando de lado tantas pesquisas de termos medicinais, e voltando à filosofia da vida, garanto aos leitores que se eu encontrar quem inventou o dito “Boa Idade” para definir a velhice, tudo farei para dar-lhe um “tabefe”.
Até mais ver, estimados leitores deste nosso BLOG DO JARTUR.
Gostei da lição de anatomia. Forma explícita e divertida! Parabéns
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Gostei do texto, mas achei muito pouco estético a esteatopigia da “afro descendente”. Não conhecia o termo, como não concordo com o termo afro descendente, pois, por incrível que pareça. na África também existe muitos brancos, de olhos azuis, descendentes principalmnete dos holandeses. Também li hoje a história dos Vieira de melo e fiquei surpreso com o Bernado… menino brabo. Parabéns.
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