A pedra no caminho

Entretendo-me com um excelente conjunto de ditames prevalecentes nessa nossa vida curiosa e que foram publicados na coluna “Olho Interior” do Jornal do Commercio/PE, lá pelas bandas de fevereiro de 2007, construí este texto, dando função descritiva a cada um dos ditos cujos.

no-meio-do-caminho-tinha-uma-pedraSenão, vejamos o que acontece quando nos deparamos com um pedregulho, pois não existe PEDRA no meu caminho que não possa ser aproveitada para o meu próprio crescimento. Mas, vale ressaltar que o distraído nela tropeçou e o bruto a usou com projétil. Já o empreendedor, não perdendo tempo, usou-a para construir, enquanto Michelangelo delas extraiu as mais belas esculturas. E o camponês, cansado da lida, dela fez assento. Enquanto para os meninos ela foi um brinquedo sempre disponível, Carlos Drummond de Andrade – poeta, contista e cronista brasileiro – a poetizou, denunciando que “no meio do caminho tinha uma pedra”.

Dedurando agora uma visão criminal, sabemos que há muito tempo – e bota tempo nisso – David, com uma pedra matou Golias. Em assim sendo, fica explícito que a diferença não esteve na pedra, mas no homem.

“O tolo quebra pedraso sábio quebra regras.” – Juahrez Alves

Mas, tudo poderá seguir em frente, porque atrás vem gente, desde que você não coloque seus objetivos em uma vitrine, à vista de todos, inclusive daqueles que poderão, quem sabe, atirar-lhe pedras com objetivo de quebra-las, impulsionados pela inveja e o pouco saber.

Italia-JudasAgora, tendo em mente a proximidade da Paixão de Cristo não posso deixar de lembrar do moço que beijou a face do Mestre dos mestres – um tal de Judas Iscariotes – originando a “primeira propina” do universo, pois o fez em troca de 30 moedas de prata, para denunciar Jesus e leva-lo ao calvário.

E, como sabemos, daí originou-se a expressão “Beijo de Judas”, significando “traição” para os que confiaram no sujeito.

Finalizando, registro que a encenação da Paixão de Cristo também será feita em Recife e em Olinda, facilitando a escolha por qualquer uma delas e, em que pese a ciumeira, vale a pena ir até lá e rezar o “ora pro nobis”, ou seja, “Roga por nós” que é um refrão repetido a cada invocação das ladainhas de Nossa Senhora e dos Santos.

Até a próxima postagem. E peço-lhes que me enviem críticas construtivas.
Abraço fraterno.


12 comentários sobre “A pedra no caminho

  1. “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”.
    Ah! se todos paracem para analisar a pedra do seu caminho como o nobre José Artur tão bem protagoniza essa pedra, parabéns pelo texto.

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