A filosofia marqueteira de um banco que já não existe mais, propagava que “O tempo passa, o tempo voa; e a Poupança Bamerindus continua numa boa”.
Também acredito que o tempo, ao passar, torna-se o mestre dos mestres e pelo acúmulo de experiências gosto de afirmar que me adaptei ao ininterrupto passar do tempo e já estou acostumado com essa tal de Terceira Idade e todos os seus aparatos, tais como as filas especiais para idosos em bancos e lojas e com as vagas dos estacionamentos, pertinho da porta de entrada nos shoppings para andarmos menos.
Hoje, aceito, sem pejo, o lugar que as jovens e elegantes senhoras me oferecem em ônibus e salas de espera e até dizem: Vovô, sente aqui. Antes, eu é que cedia o lugar. Reagi, no início dos meus 60 anos a entrar no rol dos idosos, mas hoje fico é feliz por ser Vovô.
A modernidade só fala em Reciclagem, Lixo Orgânico, Coleta Seletiva e outros troços, tendo o Plástico sido promovido à inimigo nº 1 dos seres vivos, na terra, no mar e no ar.
Mas, devo afirmar que privilegiada foi a minha geração que tomava banho com o aquecedor do chuveiro ligado do começo ao fim, não parando nem para se ensaboar, pois fomos a Geração Desperdício, sem dó nem piedade.
O cuidado com o sol se limitava a evitar bolhas nas costas, pois elas prejudicavam o bronzeado e se não cuidadas podiam se transformar em feridas.
Filtro, só para água de beber, pois ninguém sabia o que era esse tal de filtro solar. O mais perto disso eram os bronzeadores usados só pelas meninas, feitos com óleo Johnson e cenoura. Algumas passavam Coca-Cola na pele e se bronzeavam.
Cachorro se criava com sobras de comidas e banhos com mangueiras grossas acionadas à distância, sem xampus ou qualquer outra frescurite. Nem sabíamos o que era ração balanceada. Porém, como eram felizes os cachorros de outrora.
Naquela época, o Dr. Silvana – da revista em quadrinhos – era o único cientista que conhecíamos e que sempre levava a pior. Nada de assistir inúmeras reportagens sobre o quanto somos inimigos da natureza, na terra, no ar e no mar.
Óbvio que há controversas, pois recentemente, o sal e o açúcar foram taxados de Inimigos Brancos, com direito a capa de revista VEJA. Meses depois foram promovidos a energéticos e salutares, para quem não está à beira da cova, e as gerações atuais se deliciam.
Em assim sendo, as heranças culturais vão se sucedendo e nos deixando lições de conhecimento geral, em todas as áreas. Viver é aprender e praticar.
Verdade amigo. Fomos a geração desperdício. E nem por isso acabamos com o mundo. Pelo contrário… como nstriimos um mundo novo e cheios de mímimis. Rsrsrs
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Belo texto!!! Acabei de voltar no tempo e reviver parte da minha infância. 👏👏👏
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Amigo Zé, recordar é viver. Abs Jairo
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