Schluss Mit Lustig

chega-de-oba-oba-241443.jpgSempre gostei de ler o que encontro sobre “Marketing de Incentivo” e, de tudo que li, um artigo me chamou especial atenção. Comentava um livro cujo título uso nesta postagem e que significa “ACABOU A DIVERSÃO”, relançado com o título “CHEGA DE OBA OBA”. Ele foi escrito pela alemã Judith Mair, dona da agência de publicidade cuja marca é: Mair u. a., ou por extenso, “Mair and Others“. Traduzindo este nome ao pé da letra, já vemos que a moça é determinada e autoritária – Mair entre Outros.

O artigo afirma que a notícia saiu na revista alemã “Morgen” (Amanhã), e diz que a moça está confundindo os estudiosos da Administração de Recursos Humanos, ao colocar por terra as teses que defendem que o ambiente de trabalho deva ser prazeroso. E para que não haja dúvida, ela colocou na entrada da agência uma faixa que diz: “Aqui não há lugar para quem pensa que trabalho é bom e divertido“.

gettyimages-957184138-1024x1024A Dona Judith vai mais além quando condena o espírito de equipe “porque essa ideia leva o funcionário a pensar que outra pessoa vai fazer o trabalho dele”. Na sua agência as normas são rígidas, mas transparentes. Ela obriga todos a desligarem os celulares durante o expediente; a limparem as mesas ao final da jornada e a não conversarem sobre assuntos pessoais, por mais de 5 minutos. Porém, oferece contrapartidas, pois outra faixa determina que “Aqui só se trabalha de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 17h30. É proibido levar trabalho para casa”. Ela defende, com ênfase, que “A confusão entre a vida pessoal e o trabalho, provocada pela mentalidade americana, é a principal causa da onda de estresse no mundo”. E confessou que está pensando, seriamente, em aconselhar as empresas suas clientes a adotarem o mesmo método, pois, como diz o artigo, “o que ela está fazendo, na verdade, é retirar do âmbito exclusivo da atividade profissional a razão de viver das pessoas. Está acabando com a hipocrisia do amor à camisa, o qual morre nas decisões unilaterais de demitir toda vez que o resultado financeiro fica ameaçado”.

E nós devemos seguir os passos da Dona Judith Mair, ou manter o tradicional conceito: “Minha empresa, minha vida”? Não seria melhor, como defende o artigo, prevenir aos funcionários que em havendo queda significativa nos resultados, eles poderão ser demitidos, sem dó nem piedade? Que os seus esforços já são devidamente recompensados pelos salários e prêmios por desempenho que a empresa lhes dá?

download.jpgAssim, entenda que o contrato de trabalho é um instrumento bilateral, onde você vende serviços e o patrão os compra na exata medida das necessidades dele. Nada mais, nada menos. Penso que o Marketing de Incentivo deva focar direta e contundentemente essa última questão, ou seja, criar motivações financeiras para elevar a produtividade; pagar, para só depois parabenizar. O coquetel, por ocasião da entrega dos prêmios, é uma concessão que o patrão lhe faz. Portanto, seja reconhecido e trabalhe, produza que é o que interessa e “Vá ser feliz em casa!”.

ext.jpgPor fim, modernizando esses conceitos, o que mais se registra é um tipo de COWORKING, ou seja, quando há uma associação de ideias, na base de 1 por todos, todos por 1, sem a hierarquia antiga, com supremacia dos chefes. Produção sem chefes, sem pressão dos clientes, mas todas as consciências comprometidas com o atingimento de metas, sendo estas estabelecidas com a participação de todos, na base de “Vários cérebros, várias ideias”, tudo respaldado na chamada “Inteligência emocional”. Enfim, uma nova forma de administrar problemas, em locais variados, sem portas fechadas nem divisões específicas. Ou seja, a soma dos esforços gerais é que superam as Metas.

Um abraço fraterno a quem acessar esse nosso “Desabafômetro”, que tem respaldo nos meus 25 anos no antigo BANORTE.

E quem tiver curiosidade de ler o livro de Dona Mair, ele está à venda nas Lojas Americanas ou na Amazon.


4 comentários sobre “Schluss Mit Lustig

  1. Amigo, seu blog hoje deu um UP excelente. Na minha opinião essa alemã não está com nada. A produtividade cresce quando exercitada num ambiente harmonioso e humano. Claro que os colaboradores têm que estar comprometidos com a missão que lhes forem confiados.
    Parabéns.

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    1. Amigo Girley, seus comentários sintetizam o que procurei retratar, ou seja, o antagonismo entre a “alemã” e o Coworking, Muito grato pelo acesso ao Blog e pelos comentários objetivos. JARTUR

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  2. A alemã está retomando postura do início do século passado, onde até para ir ao banheiro corria-se o risco de vapor da bunda de ficasse muito tempo sentado….
    Essa proposta por aqui seria chamada de fascista e misógina… kkkkk. Mas boa matéria para reflexão.

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