Este texto foi escrito à quatro mãos.
Em julho/2017 demos uma excelente circulada por algumas cidades de Minas Gerais, pelo que resolvemos externar as emoções dessa “Perambulada”, como forma de incentivar os visitantes do nosso BLOG a irem até lá e a curtirem alguns dos importantes registros da história do Brasil.
Minas Gerais é o 4º estado em área territorial, o 2º em população e possui quase 3.000 hotéis – de todos os preços e padrões – valendo ressaltar a simpatia incomparável do povo mineiro.
Essa nossa excursão foi uma coletiva de família, de modo que os vários tipos de atrações alegraram desde os avós, até os netos Artur e João com os seus 7 anos, à época, e mais a minha cunhada, Ana Maria, a nossa filha Marília e o genro Ricardo.
Ao chegarmos a Minas Gerais nos hospedamos em Pedro Leopoldo, cidade que ficou conhecida pelos trabalhos de Chico Xavier – expoente brasileiro do espiritismo – onde pernoitamos e no dia seguinte pegamos a estrada para Congonhas percorrendo alguns trechos da Estrada Real, cujas paisagens misturam modernidades com ares de interior. E foi bom saber que o nome Estrada Real provém de uma decisão da Coroa Portuguesa definindo que os mineiros utilizassem apenas as trilhas escolhidos oficialmente por Sua Majestade, para transportar os minérios.

Ainda em Congonhas, vimos com imensa admiração, as obras do Francisco Antônio Lisboa, o Aleijadinho, destacando-se os Apóstolos, a Via Sacra e a Igreja de São Francisco de Assis. Um aspecto especial é que as ruas em Congonhas são em pedras irregulares que perduram desde a época colonial, chamadas Pé de Moleque, existindo uma hipótese para essa denominação:
No grito dado pelas quituteiras das ruas quando eram alvo de furtos por parte da meninada. Para não serem mais importunadas gritavam aos meninos, para que pedissem, pois não precisavam furtar: “Pede Moleque…”.
E vimos também que no artesanato destaca-se outro tipo de rocha, denominada Pedra Sabão com a qual os artesãos fabricam desde pratos e objetos utilitários, até peças decorativas.
De Congonhas fomos para Tiradentes e curtimos a noite no Largo das Forras, onde a gastronomia local é representada pelo famoso Tutu à Mineira, além do Frango Caipira temperado com erva “Ora pro Nobis” – uma planta cujo nome em português é “Rogai por Nós” e, segundo pesquisei na internet: “Esse nome foi dado por algumas pessoas que colhiam essa planta no quintal de um padre enquanto ele rezava em latim”.
Bem, outra coisa de destaque foi verificarmos que a culinária boêmia só podia ser conhecida e apreciada nos famosos Botecos que servem excelentes Cachaças, com tira-gostos bem mineirinhos, os quais chegaram a um nível de qualidade tão elevado que deu origem ao concurso “Comida di Buteco” (escrito assim mesmo) que começou em BH e se espalhou por outras 15 cidades brasileiras.
Ficando por aqui, prometo prosseguir nessa narrativa de uma das mais interessantes viagens que já fizemos, pelo seu valor cultural e curtições mil.
Ótimo Zé. Somente em minas comi tutu de feijão que deixa saudades
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Gostei D. Célia! Adoro Minas Gerais e fazer este seu roteiro dei-me grande prazer. Continue. E parabéns.
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Uma viagem rica em História e cultura popular. Amei saber da origem da expressão “pé de moleque” e do nome da erva santa. Adorei viajar com vcs!
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