Consubstanciando o que postei anteriormente – Brasil Fantasioso I – lembremos a célebre frase atribuída ao Presidente da França, Charles de Gaulle: “Le Brésil n’est pas un pays serieux“, ou seja, o Brasil não é um país sério.
Mas, contudo, todavia, faz-se necessário esclarecer de uma vez por todas que não foi o Presidente De Gaulle quem fez tal afirmação, mas um embaixador brasileiro em Paris que ao final de um debate sobre captura de lagostas e, ante uma acusação de invasão do nosso território pela França, encerrou o diálogo desmentindo a falta de humor do País do Faz de Conta, o Brasil.
Um B-17 (do Brasil) voa sobre o navio de guerra francês Tartu (D636), ao largo da costa pernambucana em 1963.
E quando trabalhei numa empresa de pesca e exportação de lagosta que era propriedade do meu tio Hugo Paes – assisti preocupado essa disputa ferrenha entre o nosso país e a França, apelidada pela imprensa internacional como “Guerra da Lagosta” – muito embora saibamos que todos os tiros só foram disparados via microfones, em forma de argumentos denunciantes do mal comportamento mútuo, ante uma questão básica, indagada pela imprensa francesa: A lagosta nada, ou anda?
Se nadasse, na ocasião da captura estaria em águas internacionais e o Brasil não poderia reclamar da pesca. Se andasse, estaria percorrendo território brasileiro, posto que o fundo do mar pertence ao país cujas fronteiras abarcassem aquela área do oceano, e não poderia ser capturada pelos franceses.
E, obviamente, cada um defendia a tese que lhe favorecesse mais.
- A França que elas nadavam e podiam ser consideradas peixes, sujeitas a serem capturadas pelos pescadores de todo o mundo.
- O Brasil defendia-se baseado em argumento de um almirante brasileiro que associou esse incoerente raciocínio aos cangurus, perguntando: – Se eles pulavam imensas áreas, estavam a voar e deveriam ser considerados “aves”? E venceu a discursão.
Ante a fragilidade do argumento francês, lembrei de uma célebre frase atribuída ao grande estadista português, Antônio de Oliveira Salazar quando este afirmou: “Quem não tem competência não se estabelece”. Porém, não temos provas que foi mesmo dele.
E, para não perder a mania de afirmar que o Humor a tudo resolve, registro duas sacadas. Uma filosofada do Barão de Itararé, personagem criado por Apparício Torelly: O Brasil é feito por nós… Só falta agora desatar os nós.
E a outra, uma estatística que não é acreditada por muita gente nossa, ou seja, que o Nordeste tem o maior consumo de whisky do Brasil e que o nosso Pernambuco tem o maior consumo do país, respondendo por 25% do consumo nacional.
Finalizando:
– Qual a maior demonstração de segregação racial?
– Tomar Whisky Black White em copos separados.
Até a próxima…
Caríssimo Amigo. Gostei da história da lagosta. Porém, contudo, todavia não concordo com vc ao considerar Oliveira Salazar como haver sido um estadista. Pelo amor de Deus. Esse cara foi uma desgraça para Portugal. Andei varias vezes por lá, quando ele gocernava e sentia o clima de repressão e sombria que provocava. Era um horror. O país ficou sucumbido e a revolução dos cravos foi um renascer português. Viva o 25 de março de 199… esqueci o ano. Mas, não importa. Comemoro sempre quando retorno à Santa Terrinha. Desculpe!
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Meu dileto amigo, concordo inteiramente com vosmecê quanto a Salazar ser uma desgraça ditatorial, mas a categoria “Estadista” é-lhe atribuída em vários textos.. Talvez para dizer, de uma forma “soft” que quem mandava era ele. Quem não obedecesse que se cuidasse ou ia para o inferno. Obrigado pelo acesso e as considerações. Abração,
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