Resolvi focar este escrito sob um título sobremodo adequado, uma vez que a data oficial do Descobrimento do Brasil é fantasiosa pois, segundo o IBGE, o Tribunal de Bayone (França) no processo contra os crimes do navio La Pélerine, registra que em 1491 a Ilha de Itamaracá já era ocupada por portugueses e que em 1498 os patrícios já tinham Casas de Taipa por lá.
Sabemos que a lista dos que aqui aportaram antes de Pedro Alvares Cabral vai mais longe, ou seja:
- Duarte Pacheco Pereira, navegador português, aqui esteve no mesmo ano
de 1498, a mando do Rei Dom Manuel I. - O Américo Vespúcio, italiano, demorou um pouco mais, porém aqui esteve em 1499.
- Como aprendemos no ensino médio, os espanhóis Vicente Pinzón junto com seu primo, Diego de Lepe, também perambularam pela costa brasileira em 1500, só que alguns meses antes de Cabral.
E como se esse desencontro de datas não bastasse, um dos nomes que surgiu para batizar as novas terras tinha como símbolo o Papagaio, cujas cores das penas foram copiadas para compor a nossa bandeira verde e amarela. Essa disputa de nomes ficou entre “Brasil” e “Terra Papagalli”.
O danado é que se este último tivesse vencido, nós hoje seríamos chamados, oficialmente, de “papagaienses”, ou “papagaianos”. Isto não acontecendo, só vejo reafirmada a crença de que Deus é brasileiro.
E aonde fui buscar essas definições “papagaienses” e “papagaianos”? Em um texto escrito por Roberto Pompeu de Toledo, a quem agradeço pela dica.
Porém, a arte de transformar tragédia em sorrisos é bem típica do brasileiro, notadamente quando faz estripulias com os patrícios que inventaram o Brasil. Um exemplo, na linha papagaio:
O Português queria por que queria comprar um papagaio brasileiro e foi a feira. Estava em falta, mas o malandro prometeu que no dia seguinte ele podia ir lá que ele arranjava. Pintou uma coruja de verde e amarelo e vendeu para o Manoel.
Uma semana depois, o Manoel passou na feira e o cara-de-pau perguntou:
– Ô patrício, o papagaio tá falando muito?
– Falar não fala… mas presta uma atenção que só vendo…
Porém, de lá para cá também tem. Vejam esta que veio de Portugal:
Disse o português:
– Sabes por que brasileiros riem tanto com as piadas sobre nós?
– Não, disse o brasileiro…
– Porque são fáceis de entender!
Gostei do relato histórico. Pra mim foi novidade apesar de saber da vinda desses espanhóis. Mas, as denominações deixaram-me mais ilustrado. Obrigado e parabéns.
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