Para destacar a validade desse estudo das Organizações Centenárias em Pernambuco, registro que a mais importante revista empresarial editada em nosso país – a FORBES BRASIL – prestigiou-me com uma entrevista sobre esse assunto, feita pelo Editor Alex Ricciardi e publicada na Edição 29, de março de 2015.
Não é por acaso que as organizações centenárias são reverenciadas no mundo todo e vêm sendo alvos não só de dissertações sobre suas trajetórias, como de estudos técnico-científicos que buscam entender tamanha longevidade e identificar a fórmula desse Elixir da Longa Vida, acessível apenas a uma minoria.
É natural que a mortalidade de grande número de empresas, já nos cinco primeiros anos de vida, quando confrontada com a enorme capacidade de sobrevivência das Centenárias, atice a curiosidade dos estudiosos e dos candidatos a empreendedor.
O SEBRAE analisou 1.300 empresas abertas em Pernambuco entre 2000 e 2002, e constatou que 45% não tinham experiência direta no ramo em que abriram o negócio e que 22% não tinham qualquer experiência. Em consequência, cerca da metade das empresas abertas em 2002 fecharam no início do ano seguinte.
No mundo, não são poucos os estudos publicados que tentam desvendar esse aparente mistério, e um deles tem se destacado: “A Empresa Viva – Como as empresas podem aprender a prosperar e se perpetuar”, cujo autor, Arie De Geus, foi executivo da Shell durante 38 anos, tendo vivido uma experiência no mundo corporativo brasileiro na década de 70, ao exercer importantes funções na subsidiária que hoje registra mais de 100 anos em nosso país. A Shell é um grupo global de energia com mais de 92.000 funcionários e operações em mais de 70 países.
Para De Geus, “empresas de vida mais longa têm em comum pelo menos quatro característias: são financeiramente conservadoras; possuem cultura empresarial forte; têm estilo de administração tolerante, permitindo que as pessoas tenham ideias e tomem decisões”. Ele assegura que a valorização da equipe é prioridade em todas elas. “As empresas longevas têm uma identidade que une funcionários e empregadores”.
E, quais seriam as empresas centenárias em Pernambuco? Quais aspectos são relevantes e típicos em suas histórias regionais? Pensando em responder isto, iniciei uma pesquisa para identificá-las e registrar tudo em um Almanaque que ficará à disposição de estudiosos, pesquisadores e dos empresários interessados em perpetuar os seus empreendimentos.
Isso tudo endossado pela declaração do historiador Evaldo Cabral de Mello: “…de um Recife que nasceu porto, virou cidade e começou a fazer-se em Pernambuco. Que encontrou nos seus moradores o vigor necessário para assegurar o caráter matricial da cidade, como lugar de comércio, lugar de negócios. Certamente o mérito dessa afirmação deve-se aos Mascates, seus homens de negócio…”.
Oportunamente vou tentar publicar rápidas referências à essas empresas, levando a todos os visitantes do BLOG DO JARTUR um mínimo de informações importantes para o nosso Estado de Pernambuco.
Comentem, sugiram, critiquem construtivamente e iremos buscar a melhor forma de expor esse assunto e vamos em frente que acertaremos o alvo.
Até mais ver…
José Artur
Ôpa! Saiu! Eu já estava esperando este post faz tempo. Ficou muito bom. Parabéns. Toque pra frente. Abraço. GB
Enviado do meu iPhone
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Esse é um assunto em voga nas empresas em busca do elixir da juventude! Parabéns pelo assunto e pelo texto.
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O maior Ativo de uma empresa é o seu pessoal. Investindo nesse Ativo , é só esperar o sucesso .
abs
Jairo
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