Quando atentamos para a história do Recife, normalmente nos reportamos a conhecidos historiadores e/ou pesquisadores que nos foram apresentados, solenemente, nas bancas colegiais e universitárias. Porém, um singular registro serve para estender nossa curiosidade a outras fontes, e constatar que a nossa cidade foi edificada por portuários e comerciantes populares.
Suas características são esplendidamente retratadas nas palavras de um pernambucano genial, o Evaldo Cabral de Melo que destacou a nossa origem Mascate: “De um Recife que nasceu porto, virou cidade e começou a fazer-se em Pernambuco. Que encontrou nos seus moradores o vigor necessário para assegurar o caráter matricial da cidade, como lugar de comércio, lugar de negócios”. à Assim, o artesanato, a gastronomia popular e o turismo são incentivados.
Assim, a interação dos mercados com o cotidiano dos moradores do Recife é sustentada, preservando-se a história popular, contada de pais para filhos e retratada na Literatura de Cordel.
Tudo isso revela os hábitos, os costumes e a musicalidade dos frequentadores dos mercados e dos Mercadistas, de tantas gerações.
Oportunamente, fiz o lançamento do Jornal Mercados do Recife / Saberes e Sabores, porém outros afazeres conturbaram a sequência das edições e tive que cancelar este projeto tipicamente recifense.
Na esperança de que algum jornalista se interesse por este assunto eu, na medida do possível, colaborarei cedendo as informações que ainda disponho.
Boa ideia. Que apareçam os bons escribas do Recife para abraçar e fazer renascer seu projeto. Parabéns e Abraço!
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