DRAMA DO ANEDOTÁRIO

Dando sequência à minha ideia de inserir “coisas” humorísticas aqui no BLOG, transcrevo parte de um texto que elaborei em 2018 e que atualizo, pois define com capricho a personalidade do brasileiro, vez que é o único povo, no mundo, capaz de rir de si mesmo, com toda emoção e felicidade. E esta transcrição visa denunciar que estamos assistindo à derrocada – por decreto judicial – da mais cativante atividade brasileira pois, pela troca de gozações inteligentes, formava-se um canal de interação entre os imigrantes e os seus descendentes; os sulistas e nordestinos; os pretos e os brancos, metropolitanos e matutos; entre cabras-machos e os saltitantes. Isto funcionou até que alguém decretou a falência múltipla da inspiração do piadista, promulgando leis fundamentadas numa consciência social capenga. Sem dúvidas, é um incentivo à extinção do “homo humorista desocupadus”, pois a Lei diz que é para acabar com piadas de sulistas; de nordestinos; de gaúchos; de negro e de branquelo. Brasileiros não podem mais gozar brasileiros? Para que tudo seja conforme a Lei, não teremos mais humor em mesa de bar e voltaremos à fase magistralmente descrita pelo Vinícius de Moraes:  “Neste momento, os bares estão cheios de homens vazios”. Coitado dos notívagos chopeiros de agora. Eu é que era feliz e não sabia. Quantas noites nos bares de Copacabana, tomando chope em tulipas mal lavadas e comendo ovos coloridos, como tira-gosto, enquanto ria à toa E era fácil encontrar esse espírito carioca até na placa do boteco: => “A mais alta tecnologia em refrigeração garante a temperatura e a qualidade do chope, enquanto a competência no serviço, garante a excelência do nosso atendimento”.  Era nesses bares que esperávamos o amanhecer, para dar vaia no sol, porque este acabou com a noite. E sabem o nome desse bar de dois felizes patrícios lusitanos? “Bar Manuel & Juaquim” – com “u” mesmo. => Deo Gracias, o humor ainda sobrevive no Brasil, para o bem de todos e felicidade geral da nação. E, óbvio, não poderia encerrar sem uma sacada humorista: Dois caras papeando e um disse: – Os meus filhos têm nomes tecnológicos… – Não brinca? – Sério. O mais velho é o Ueize. Depois vêm o Iperlinque, o Desquitópi e as gêmeas Onlaine e Ofilaine… – Caramba! – E tem o caçula: o Cláudio. – Ôxe… Cláudio? Mas não eram todos nomes tecnológicos? – Então, Cláudio é nuvem em inglês.                 ((Cloud))

Abração a todos os amigos leitores deste Blog.  Até a próxima…


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