Pinceladas na Biografia do Zé

Atiçado pelo amigo de priscas eras, Dário Emerenciano, um grande líder do Projeto Rondon, decidi registrar alguns dados sobre minha vida pregressa e a atual, contando de tudo um pouco, desde a minha infância em Belo Jardim, até os dias de hoje, na chamada Boa Idade. De pronto, me vejo na Escola Normal Nossa Senhora do Carmo, naquela cidade, onde tudo começou. Essa escola era propriedade dos meus pais e até o nome da escola foi uma reverência à minha mãe, Maria do Carmo Paes que era Professora e Diretora Geral. Eu, o filho mais velho, era o dono da bola e a levava debaixo do braço para o campo do recreio da escola, e só a cedia aos amiguinhos se eu fosse escalado em um dos times. Não o sendo, nada de bola. Encerrava tudo e fechava o campo. Essa atitude ditatorial decorria da minha inépcia para o futebol, posto que jogava mal em todas as posições do time, do goleiro ao atacante.

E, assim, nunca era escalado, espontaneamente, pelos coleguinhas.

Agora, retroagindo ainda mais no tempo, registro informações sobre o meu avô, Artur Paes de Carvalho e Barros, que foi Prefeito de Belo Jardim por 15 anos.

Os períodos 1937-1944 (7) / 1947-1951 (4) / 1955-1959 (4) => 15 anos.

E foi interventor nesta cidade, nomeado por Agamenon Magalhães durante o Estado Novo, implementado por Getúlio Vargas, substituindo o prefeito deposto, Pedro Moura Júnior, pai de Edson Mororó Moura. Quando eleito pela primeira vez, Artur Paes era o empresário mais rico da região, porém, ao falecer, meus tios tiveram que vender o armazém na Praça da Estação, para pagar o funeral, pois ele tinha investido todo o seu dinheiro em melhorias para a cidade e para os cidadãos. Hoje, ele seria vaiado, como político babaca que não sabia roubar o dinheiro público. E essa sua vida honesta merece que eu faça melhores referência a ele. Porém, peço paciência aos leitores deste meu BLOG, para aguardarem a volta deste assunto, na próxima postagem.

Agora, só mais um pouco sobre o Dr. Edson Moura: => Formado em Química Industrial, fundou em 1957, juntamente com sua esposa e colega de profissão, Conceição Viana Moura, uma empresa que hoje possui 7 fábricas, sendo 5 em Belo Jardim/Sede, 1 em ItapetiningaSP, e 1 em Pilar, na Argentina.

Por fim, registro os meus agradecimentos ao Google e me despeço dos leitores, até a próxima postagem, quando continuarei a “biografar o Zé”.


Deixe um comentário