A COISA

COISA é, sem dúvida, a palavra mais usada no Brasil. Para os eruditos, é tudo o que existe ou que pode ter existência (real ou abstrata). Gramaticalmente, pode ser substantivo, adjetivo ou advérbio. Também, pode ser verbo, pois o Dicionário Houaiss, da Língua Portuguesa, registra a forma “Coisificar”. E “Coisar” é um verbo universal que substitui qualquer outro que não seja lembrado no momento da fala. Assim sendo, usamos esse verbo para tudo: à “Ô seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar? Porém, lembra Josué Machado, em Portugal ele equivale ao ato sexual, enquanto que aqui no nosso Nordeste, coisas são sinônimos dos órgãos genitais. Assim sendo, Coisa não tem sexo, podendo ser masculino ou feminino. Nos estados de Pernambuco e Paraíba, coisa também é cigarro de maconha, tanto que em Olinda, o Bloco SEGURA A COISA, criado em 1975, tem no estandarte um baseado como símbolo. Vejam:

Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de Trem, menos o Trem que é chamado de coisa. Exemplo: O trem se aproxima e a mãe diz: “Ô filha, pega os trens que lá vem a coisa!”. No Rio de Janeiro, a garota de Ipanema era coisa de fechar o comércio: Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ela a menina que vem e que passa. E quem produziu, em 1962, essa magnífica melodia “Garota de Ipanema”? Ninguém menos que:

Antônio Carlos Jobim – Compositor & Vinícius de Moraes – Letrista

Eis a “coisa” sendo usada novamente por Tom e Vinícius na música Chega de Saudade: à “Mas, se ela voltar, se ela voltar, que coisa linda, que coisa louca”…

Bem, vou me despedindo de vocês, meus diletos leitores, prometendo que na próxima postagem daremos sequência aos significados de COISA.

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