Inicio esta postagem dando graças a Deus porque a minha família não viaja apenas por viajar, mas para aprender, ensinar e tirar o máximo proveito das culturas nacionais e internacionais. Assim sendo, no feriadão do mês de setembro, curtimos de tudo um pouco e um pouco de tudo, perambulando por Salvador, a Capital do Acarajé, acolhidos que fomos por Ana Maria Ferreira – irmã caçula da minha esposa, Célia Maria – que nos hospedou e nos deu todas as condições para aproveitarmos, ao máximo, essa viagem pela Primeira Capital do Brasil. E esta classificação é divulgada pela atual Prefeitura que expõe em todas as placas oficiais, espalhadas pelos 4 cantos da cidade, esse destaque dentre as capitais brasileiras:
Para viabilizar essa perambulada, alugamos um carro de 7 lugares e o meu genro, Ricardo Cesário, assumiu todo o tempo, o tempo todo, a condução do carro. Assim, pude ver e fotografar sem stress, monumentos tais como o Farol da Barra, o Elevador Lacerda, Largo do Pelourinho, Mercado Modelo, Mercado do Rio Vermelho e outros pontos importantes de visitação à Salvador, sem esquecer de dar uma paradinha na Barraca da Cira, atraídos pela enorme quantidade de pessoas se deliciando com os famosos e premiados Acarajés.
Continuamos em verdadeiro tour familiar, junto com a nossa filha Marília, Ricardo e os netos Artur e João, “cabras danados de trelosos”, mas gentis e simpáticos que se comportaram com educação para dar e vender.
Esta Cidade Maravilhosa – com a devida licença do Rio de Janeiro – foi fundada em 1549 com a denominação de São Salvador da Bahia de Todos os Santos, e acolhe os seus visitantes com atenção, simpatia e muitas guloseimas deliciosas, tanto que, segundo Dorival Caymmi, a Bahia “Tem um jeito que nenhuma terra tem”.
Como se não bastasse, a música baiana e a especial arquitetura de Salvador, atraem a atenção dos turistas e são reconhecidas internacionalmente. E tem mais: o Recôncavo Baiano foi o grande palco da Guerra da Independência do Brasil.
Uma análise histórica mostra que, vencendo na Bahia, os portugueses seguiriam para dominar o resto do País. Assim, o Dois de julho, quando o exército brasileiro entrou vitorioso em Salvador foi data decisiva para a conquista da Independência.
Mas, o que é que o baiano tem a ver com “Soteropolitano”? Seguinte: Essa denominação alcança apenas os “Salvadorenses”, pois ao pesquisar no Mestre Google, aprendi que “Soterópolis” é um termo de origem grega e vem de “soter” (salvador) e “polis” (cidade).
Mas, em verdade, em verdade, vos digo: O baiano é antes de tudo um malemolente, ao ponto de dois grandes artistas de lá, o já citado, Dorival Caymmi e Gilberto Gil, assumirem sem reparos essa qualidade da falta de disposição e da preguiça, chegando ao ponto de quando chamados de preguiçosos entenderem isso como um elogio.
E essa malemolência alcança até o falar, pois eles têm o costume de abreviar palavras e acabam criando outras, com significado que pode ser até diferente do inicial. Exemplos: “Oxe” que é uma abreviação de “oxente” e também de “ô gente”, perdeu o significado original e hoje é utilizado até para situações de não entendimento. Já “opaió” é uma abreviação de “olhe para aí, olhe”, pois, a palavra “olhe” é comumente abreviada para ó ou oi (pronunciada em ditongo aberto) e “para” é abreviada como “pá”. Juntando ó, pá, aí e ó, a palavra “opaió” surgiu.
Sendo impossível esgotar este assunto, por aqui vou ficando. Até mais ver…
Gostei de rever Salvador! Beleza de descrição. Parabéns
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Olá meu amigo. Vindo de vc os parabéns são impagáveis. Muito grato, abraço forte.
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Lendo o seu blog me fez recordar da minha luz de mel aí em Salvador e também das minhas viagens como Auditor do Banorte, que tinha 2 agências aí, uma na cidade baixa – a principal – e a outra na cidade alta. Nos fins de semana, fazia turismo, visitei até um terreiro de xangô, além das praias e as igrejas que dizem são 365.
RECORDAR É VIVER.
Um grande abraço do amigo banortistajacorj
Jairo Correia
4/10/2018
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