Palavras Gêmeas

cruzada.jpgTornei-me um aficionado das Palavras Cruzadas que “ativam a memória, exercitando o cérebro e desenvolvendo o raciocínio lógico”.

E nas cruzadas algo se destaca reforçando o questionamento sobre o porquê de não existir um idioma a ser utilizado por todos os povos, independente do continente onde habitam. Lembremo-nos das diferenças entre nós e os irmãos sulistas.

E, ainda, vale lembrar os diferenciais até entre nós, nordestinos, tanto os pernambucanos, os baianos, paraibanos, cearenses, para citar só esses. Acontece que não se pode querer que uma civilização composta pelos nascidos lá pelas bandas do Oriente inicie uma conversação com os mesmos termos e sotaques ocidentais, jamais ouvidos por eles.

Basta ver nas transmissões da Copa os palavreados dos falantes, totalmente diferentes em gênero, número e grau. E isso falando e escrevendo. Basta ver os nomes dos jogadores estampados nas camisas.

Mas, a pergunta definitiva é: Se existem palavras idênticas em dois ou mais idiomas, porque todas não o são? Alguns exemplos entre o português e o inglês, da terra do Donald Trump: Utopia em português é Utopia em inglês. Dentista aqui é Dentist por lá; Dança é Dance; Graduada é Graduate; Aventura é Adventure; Adapte é Adapt, Eficiente é Efficient e outros menos semelhantes, mas que poderiam ser iguais: Inimigos é Enemies; Gato é Cat; e, para não cansar os leitores, cito Espiral que lá para Trump é Spiral.

A diversidade linguística ainda cria casos interessantes no marketing dos comerciantes, atestado pelo que vemos pintado nas vitrines e placas de divulgação dos produtos à venda: “Sale 39%”. Se o caro leitor não estudou inglês, terá dificuldade em se valer dos “descontos” ofertados pelos lojistas dos Shoppings Brasileiros. E porque será que não usei, agora mesmo, o termo “Bodegas Brasileiras”, ao invés de Shopping?

Todos os nossos leitores sabem o porquê. Tenho dito. Até a próxima.

Texto publicado na Coluna Observatório JS, no Jornal do Sertão | Junho/2018


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